Felicidade e Otimismo

junho 5th, 2012 by J Menezes

Além da nutrição e do exercício, que são necessários para uma boa saúde, felicidade e otimismo parecem ser indicadores psicológicos de saúde física. Um número crescente de estudos mostra que essa atitude está intimamente ligada ao bem estar físico. Múltiplos estudos têm documentados a associação entre doenças do coração e otimismo. Um estudo publicado em 2004 acompanhou cerca de mil homens e mulheres por um período de nove anos. Os indivíduos do estudo que tiveram níveis maiores do que os normais de otimismo tiveram mais de 50% menos risco de morte por todas as causas e 23% menos risco de doenças cardíacas, quando comparados com os indivíduos mais pessimistas. O estudo (publicado no The Archives of General Psychiatry) concluiu: “o traço otimismo foi um importante determinante de mortalidade cardiovascular em idosos, independente de características sócio-demográficas e fatores de risco cardiovascular.” O estudo não somente encontrou que o otimismo melhorou condições de saúde, mas que a falta de esperança ou pessimismo aumenta o progresso da doença.

Outro estudo, publicado no European Heart Journal acompanhou 1739 adultos por um período de 10 anos. O estudo mostrou que indivíduos que frequentemente experimentam sentimentos de alegria, felicidade, entusiasmo e contentamento têm o risco de doenças do coração reduzido de forma significativa. Indivíduos que experimentam pouco ou nenhum desses sentimentos tinham 22% mais chance de ataques cardíacos e angina do que aqueles com experiência moderada de felicidade.

Novas pesquisas da Universidade de Michigan, recentemente publicadas no periódico Stroke, encontraram que o otimismo foi um indicador de redução significativa de derrames. Esse estudo com 6000 adultos acima de 50 anos (sem história de derrames) encontrou que a redução do risco devido ao otimismo foi semelhante a redução devido a ingestão adicional de frutas e vegetais.

Enquanto está claro que sentimentos de felicidade e otimismo são associados com riscos reduzidos de doenças cardíacas e derrames, não é bem conhecida se a boa atitude causa uma boa saúde ou o inverso. Parece que muitas ações que fazem as pessoas mais saudáveis também fazem as pessoas mais felizes. Considere uma pessoa que fuma uma carteira de cigarros todos os dias, não se exercita, senta no sofá ou no escritório por 6 ou mais horas por dia, come fast food regularmente e nunca ingere frutas e verduras frescas. Cada uma dessas ações individualmente coloca a pessoa em um risco alto de doenças cardíacas e juntas criam uma tempestade perfeita para uma saúde precária. Essa pessoa provavelmente é pessimista e infeliz pelas mesmas razões que aumentam o risco de doenças cardiovasculares. Eu, por exemplo, não seria muito feliz se fosse forçado a inalar veneno, comer substâncias químicas nocivas e privando meu corpo de uma nutrição necessária, além de atividade física básica diária.

Uma pessoa que alimenta seu corpo com o que precisa nutricional e fisicamente é mais provável que seja feliz porque seu corpo está feliz. Exercícios reduzem a cortisona, um hormônio produzido naturalmente pelo corpo durante os períodos de estresse. O exercício também faz com que o cérebro libere endorfina que criam sensações eufóricas. Juntos, a redução do cortisona e o aumento das endorfinas criam sentimentos de felicidade.

Finalmente, felicidade e otimismo são meras partes de um quadro maior de bem estar. Comportamentos simples e mudanças no estilo de vida ajudam todos a ficarem mais felizes e saudáveis.

Dr. Andrew Myers

Fonte (Health is Wealth): http://bit.ly/KKgXb6

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