Você Precisa de Suplementos Nutricionais?

dezembro 15th, 2011 by J Menezes

Muitas pessoas me perguntam por que elas precisam de suplementos nutricionais se já têm uma dieta saudável. A próxima pergunta que quase inevitavelmente vem à tona é o que elas devem tomar e onde podem obter suplementos de alta qualidade. Hoje, eu gostaria de trazer alguns esclarecimentos à esta questão, reforçando o que recomendo para a maioria das pessoas. Em um mundo perfeito  ninguém precisaria de suplementos. Mas dado o estresse da nossa vida moderna, a má qualidade da nossa oferta de alimentos, e a alta carga de toxinas em nossos cérebros e corpos, a maioria de nós precisa de um abastecimento básico diário de matérias-primas para que todas as nossas enzimas e bioquímica funcionem devidamente.

A maioria das pessoas não entende o papel das vitaminas e sais minerais em nosso corpo. Eu certamente não entendia quando terminei minha formação médica. Eu pensava que se nós apenas tivéssemos o bastante para nos prevenir de alguma deficiência grave como o escorbuto (deficiência de vitamina C), então não precisaríamos nos preocupar com o quanto estávamos ingerindo. Eu também pensava que se você comesse “alimentos enriquecidos” como farinha branca, com reposição de algumas vitaminas adicionadas, ou leite com vitamina D, a suplementação de vitamina adicional seria um desperdício. O que a maioria das pessoas não percebe é a mesma coisa que eu não sabia quando comecei a exercer medicina: A verdadeira razão pela qual nosso suprimento de alimentos deve ser “enriquecido” é porque ele tem sido tão processado que já sai “pobre” da origem.

Hoje, mesmo com os nossos “alimentos enriquecidos”, mais de 92% dos americanos são deficientes em uma ou mais vitaminas. Isso não significa que eles estão recebendo menos do que a quantidade de que necessitam para a uma boa saúde. Isso significa que eles recebem menos do que a quantidade mínima necessária para evitar doenças de deficiência. Em um estudo publicado no Diário da Faculdade Americana de Nutrição, os pesquisadores descobriram que 6% das pessoas testadas tiveram sérias deficiências de vitamina C e 30% foram niveladas por baixo. (I) Um relatório da revista Pediatrica considera obesidade e desnutrição coexistentes. Crianças obesas, super alimentadas e subnutridas com distúrbios cognitivos foram diagnosticadas com o escorbuto e severa deficiência de vitamina D ou raquitismo. Essas deficiências causam danos aos corpos e cérebros de nossos filhos. (II) Você nunca pensa em uma pessoa com sobrepeso como desnutridas, mas elas são!
Um levantamento do USDA mostrou que 37% dos americanos não recebem vitamina C o suficiente, 70% não recebe o suficiente de vitamina E, quase 75% não recebem o suficiente de zinco, e 40% não recebem ferro o suficiente. (III) Eu diria que 100% de nós não têm o suficiente dos nutrientes básicos para criar uma ótima saúde ou dar-nos uma melhoria metabólica. Os alimentos que comemos não contêm os níveis de nutrientes que necessitamos para uma ótima saúde, por muitas razões. Culturas são cultivadas num solo onde os nutrientes minerais se esgotaram. As plantas são tratadas com pesticidas e outros produtos químicos para que não tenham mais que lutar para brotar, o que diminui ainda mais os seus níveis de nutrientes e seu conteúdo de fitonutrientes (para não mencionar a exposição a substâncias tóxicas que se recebe de tais produtos químicos). Os animais são confinados celeiros gigantes em vez de andarem livremente para comer os grãos ricos em nutrientes e as ervas silvestres que uma vez consumiam. Desde que os estômagos das vacas se adaptaram a digerir grama em vez de milho, elas devem tomar antibióticos para evitar que explodam.
Para complicar ainda mais, todos nós estamos expostos a toxinas poluentes perigosas e produtos químicos que envenenam nossos corpos. Vivemos com muito estresse, não dormimos o suficiente, nós não fazemos exercício suficientemente, e estamos inflamados fazendo com que as exigências nutricionais em nossos corpos sejam ainda mais rigorosas. Aqueles com doenças crônicas estão em situação ainda pior. Os nutrientes não são drogas e não funcionam como as drogas. Eles trabalham com a sua biologia através do apoio à função normal da enzima e das reações bioquímicas.

A diferença entre Evitar Doenças e melhorar o Metabolismo
Em última análise, a questão não é quanto de um determinado nutriente ou vitamina você precisa para evitar doenças, mas do quanto você precisa para ser perfeitamente saudável!  Dr. Robert Heaney, um dos médicos que lideram as pesquisas mundiais de vitamina D, em um recente editorial inovador no The American Journal of Clinical Nutrition – Jornal Americano de Nutrição Clínica –  sobre a lenta (porém muito grave) conseqüência de tomar MENOS do que a quantidade ideal de nutrientes para a vida, disse que “por causa das atuais recomendações [de vitaminas] serem baseadas na prevenção de doenças [deficiência] apenas, elas não podem mais ser considerado biologicamente defensável. A dieta pré-agrícola humana… pode muito bem ser um melhor ponto de partida para a prevenção. O ônus da prova deve recair sobre aqueles que dizem que estas condições mais naturais, não são necessárias e que o consumo menor [de nutrientes] são seguros.”

No mundo de hoje todos precisam de um suplemento multivitamínico e minerais básicos. A pesquisa é fundamental neste ponto. (IV) A minha experiência própria como  médico corresponde ao que a pesquisa nos diz. Eu tenho testes por deficiências de vitaminas e nutrientes em milhares de pacientes e descobri que, corrigindo-os, as pessoas se sentem bem, melhoram seu humor, agilidade mental, memória e capacidade de concentração, bem como têm mais energia, resolvem suas queixas ou condições crônicas de saúde e até mesmo perdem peso. Tomar suplementos também ajuda a prevenir doenças. As recomendações básicas de vitamina descritas abaixo incluem nutrientes que formam a espinha dorsal para a função biológica adequada, saúde robusta e envelhecimento saudável. Estes nutrientes trabalham juntos e o grupo funcional básico descritos abaixo deve ser tomado por todos.

Você pode perguntar: E a pesquisa que diz que os suplementos não funcionam? Eu gostaria de lançar alguns esclarecimentos sobre essa questão também. Os estudos mostrando nutrientes sem nenhum benefício ou foram feitos com nutrientes isolados ou sob formas sintéticas não idênticos aos nutrientes biológicos. Se você acabou de tomar altas doses de um único nutriente como beta-caroteno (normalmente faz parte de centenas de carotenóides dietéticos e antioxidantes), você não pode adquirir o efeito desejado ou até podem surgir problemas. Pense nisso desta maneira: Brócolis é bom para você, mas isso não significa que comer somente brócolis por um ano seja bom para você. Na verdade isso pode até matá-lo!

Nutrientes não são drogas e eles não funcionam como as drogas. Eles trabalham com a sua biologia através do apoio à função da enzima normal e as reações bioquímicas. Medicamentos bloqueam ou interferem na função normal. Estudar medicamentos e nutrientes usando os mesmos métodos, cientificamente, não faz sentido. Suplementação adicional poderá ajudar as pessoas com desequilíbrios específicos ou fornecer suporte adicional para certos momentos em nosso ciclo de vida onde as necessidades de alguns nutrientes são maiores –  durante a gravidez, por exemplo. Os produtos e kits de suplementos que estão disponíveis na minha loja Vida Saudável foram escolhidos para oferecer o apoio necessário para fornecer uma boa saúde. Vou descrever o que os kits estão disponibilizando. Mas primeiro, quero explicar por que tomar suplementos de alta qualidade é essencial.

Nem todos os suplementos são igualmente fabricados
É importante encontrar segurança, alta qualidade, e produtos de suplementação nutricional eficazes. Esteja ciente de que todas as marcas não são criadas igualmente. A qualidade vai até o fabricante por causa de regulamentos limitados no que diz respeito a fabricação. Algumas empresas são mais cuidadosas com a qualidade, com a fonte de matérias-primas, a consistência da dose de lote para lote, o uso de formas ativas de nutrientes, não usando aditivos, corantes, etc. Ao escolher suplementos, é importante que você escolha produtos de qualidade . No entanto, encontrar os melhores produtos para apoiar a saúde pode ser uma tarefa difícil. A falta de regulamentação governamental adequada, o número estonteante de produtos no mercado, e as grandes variações na qualidade criam um campo minado de obstáculos para qualquer um que esteja buscando encontrar o adequado suplemento, vitamina, ou erva.

Embora eu não endosse oficialmente ou tenha qualquer relação de consultoria ou empregabilidade com qualquer empresa de suplementos, eu acredito que algumas tenham chegado a patamares de excelência na fabricação de suplementos e estes podem ser utilizados com segurança para ajudar a apoiar e melhorar a sua saúde. Ao escolher os suplementos, certifique-se de considerar os seguintes fatores:

  • Fabricantes que usam o GMP (good manufacturing practices – boas práticas de fabricação) ou o equivalente.
  • Análise de 1/3 para verificação independente de ingredientes ativos e contaminantes.
  • Produtos que têm alguma base em ciência básica,  ensaios clínicos, ou têm uma longa história de uso e segurança.
  • Uso de produtos limpos, livres de conservantes nocivos, aglutinantes, excipientes, agentes de fluxo, corantes, glúten, fermento, lactose e outros alérgenos.

Para a sua ótima saúde,

Mark Hyman, MD

Referências
(I) Hampl, J.S., Taylor, C.A., and C.S. Johnston. 2004. Vitamin C deficiency and depletion in the United States: The Third National Health and Nutrition Examination Survey, 1988 to 1994.     Am J Public Health. 94(5): 870–5.
(II) Noble, J.M., Mandel, A., and M.C. Patterson. 2007. Scurvy and rickets masked by chronic neurologic illness: revisiting “psychologic malnutrition”. Pediatrics. 119(3): e783–90
(III) Ames, B.N. 2004. A role for supplements in optimizing health: the metabolic tune-up. Arch Biochem Biophys.423(1): 227–34. Review.
(IV) Kaplan, B.J., Crawford, S.G., Field, C.J., and J.S. Simpson. 2007. Vitamins, minerals, and mood. Psychol Bull. 133(5): 747–60.

Tradução: Rosângela Guerra

Revisão: David Menezes

Comentários

Comentar

;
;